Natal Magia

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Natal é família.

Este ano eu passei a noite do dia 24, sem a minha.
Meus meninos ficaram em Recife, com o pai. Minha mãe viajou com a minha irmã e o nosso pacotinho.

Pela primeira vez, passei com a família do meu namorado. Fui muito bem recebida e estar com ele nesta data especial, fez com que a história que estamos construindo ganhasse uma estrelinha dourada a mais.

Mas foi inevitável deixar uma lágrima cair ao falar com os meus pelo telefone.

Estamos cheios de saúde. Nos amamos muito. Mas, por um acaso, não passamos juntos.

E foi assim que eu vi que a magia do Natal vai muito além da rabanada, do som da Simone ou do pinheiro enfeitado.
Nessa noite senti que não se trata apenas de estarmos unidos fisicamente, mas um ao lado do outro em espírito.

Desse jeito, estive em pensamento com todos.

Eu fechei os olhos e como num passe de mágica, de repente a minha irmã chegou com um vestido exuberante, minha mãe sentada no chão com os 3 netos contando da época que era piloto de kart, Bartô roncando no chão geladinho da varanda, minha avó Bia cantou a música da Maruca e fez o pavê de chocolate mais delicioso do mundo e a vó Laura serviu os pãezinhos baianos com aquela categoria que fazia jus ao fato de só dar ela nas colunas do Ibrahim e do Boechat. Meus avôs estavam no quarto de tv conversando sobre política e a situação das empresas de ônibus no Brasil. Minha Tê veio confessar que, de novo, colocou laxante no cafezinho do penetra do jantar e meu pai, que ouviu tudo, me olhou e soltou aquela gargalhada inigualável, que ecoou por toda a casa. Dei um beijo em cada um e foi dormir feliz.

Acordei e é Natal.

Um beijo no coração de vocês.

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Grampinho no Segundo O

A vida nos prega peças.

Fui mãe cedo.

Aos 22 anos já tinha 2 filhos.

Não foi fácil, mas tive todo o apoio para que pudesse criá-los com toda a melhor estrutura possível.

Graças aos meus pais e principalmente, minha mãe, eles estudaram em bons colégios, foram aos melhores médicos, festinhas de aniversário com mágico e decoração temática, fizeram futsal, jiu-jitsu, beach soccer e o que mais desse na telha.

Quando o mais velho estava com 13 anos, foi morar com o pai, em outro estado. Achei que fosse morrer! Meu caçula ficou comigo e passamos por momentos de muita saudade.

Quando este completou seus 13 anos, tb foi ao encontro do irmão, viver esta experiência. Dessa vez achei que ía empacotar sério!

Era como se o cordão umbilical só tivesse sido cortado naquela hora. E doeu pacas!

Ao mesmo tempo, outra parte minha foi surgindo. Engraçado, mas desde o nascimento deles, o meu lado mãe apagou a mulher que tava ali. Vivia pros meninos.

Fui descobrindo outro mundo, descascando aos poucos, até ver um mulherão renascendo.

Fiz novas amizades, experimentei maconha e dancei até o dia raiar, algumas vezes.

Mas a saudade tava ali. Doía, mas tava anestesiada.

Muita coisa aconteceu. Eles amadureceram lá e eu aqui.

Pra resumir, quando comecei a fazer novas perguntas e gostar mais de mim, conheci o amor da minha vida e casei pela segunda vez. Tudo ía entrando nos eixos…

Nessas férias, meu caçula, agora com 16 anos, decidiu que queria voltar pro Rio. Foi aquela injeção de ânimo. Liguei pra várias escolas, ensaiei uma conversa com meu ex-marido e voltei a sonhar com a casa cheia.

De repente o telefone tocou.

Oi?! Como assim?!

Do outro lado da linha eu soube que era avó.

A neném não nasceria em 9 meses, já tinha chegado, no dia anterior (em 16/01), em Recife.

Turbilhão de emoções. Milhões de indagações. Poucas respostas. Um filme se repetindo.

Mudanças de planos. Tentativa de antecipar a passagem, cancela o teste do dia seguinte na escola do bairro vizinho. Depois de muita conversa e abraços fortes, meu “pequeno” voltou pra Recife. Quando desembarcou no Rio, era meu filho… Retornou como filho e pai. Homem com H e todas as outras letras maiúsculas também.

Lembrei na hora que sempre achei (posso tá enganada), que avós paternas são coadjuvantes. As maternas ficam ao lado das filhas, consequentemente, mais próximas das crianças. Imagina então, uma avó que mora longe (e passagem Rio / Recife é cara!)?!

Não vou levar na pracinha, fazer gracinhas, não vou cantar na hora de ninar e nem dar as mãos pros primeiros passos.

Falei pra mim mesma que não poderia me apegar.

Só falei. Por alto. Sou canceriana. Já estava embrulhada nessa história, que chegou de presente com um laço de fitas.

Pensei em tantas avós que moram longe e nem por isso deixam de ter um papel importante.

Vó. Vovó. Grampinho no segundo o.
Lembrei das minhas. A paterna amava Fagner e fazia os mais lindos vestidos casinha de abelha pra meninas, melhor que qualquer grife infantil. A materna era vaidosa, sempre com aquele cheirinho de talco delicioso, fazia aula de teatro e só de lembrar das comidas dela, já começo a babar.
E eu?!
Mal sei cozinhar, tricotar muito menos, ainda em busca do meu “eu”, tentando coragem pra escrever um livro mas com inúmeros rascunhos no bloco de notas. Poderia ensinar a coreografia de Lua de Cristal pra ela, mas nem isso eu lembro mais!

Agradeço a Deus por saber que minha neta tem uma vó materna maravilhosa.

Sabe aquelas pessoas que a gente nem conhece e já gosta?! É essa a sensação que tive ao começar a trocar mensagens com a família da minha neta.

Minha neta. Estou sendo repetitiva pq tô amando escrever isso!

Ser avó antes dos 40 tem suas vantagens e desvantagens.
Quando ela tiver 15 eu vou ter 53. Xófem, né?! Vamos poder conversar, viajar… Mas, agora não tenho o benefício da aposentadoria. Tenho que trabalhar. Não tenho como ver a bebê e estou economizando cada centavo para tentar conhece-la no Dia das Mães.

Sabe… Sim, sou coadjuvante. Mas vou lutar pro personagem dessa história ganhar seu espaço e crescer cada vez mais na trama.

O papel de protagonista é exclusivo dela… Minha neta, Maria.

Existe Amor no Tinder

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Fazem 4 meses.

Depois de um tempinho sem entrar no Tinder, resolvi um dia, sem mais nem menos, voltar a brincar de swipe left.

E como das temporadas anteriores, pra cada coraçãozinho uns 220 Xiszinhos. Tinha um ou outro que interessava e nessa hora eu vasculhava a criatura antes de apertar no verdinho. Ía no Instagram e Facebook e através dos amigos em comum, tirava um raio-x do cara. Dessa vez, só homens na minha busca. Mas aquele que me interessou, embora fosse do Rio, não conhecia a mesma patota que eu (mais tarde descobrimos que até a mãe dele tinha amigo em comum comigo e ele não)

Ao invés do tradicional cavalo branco, foi assim, nessa despretenciosa brincadeira virtual que ele chegou. A descrição dizia “Vegetariano, mas não sou chato. Pai de dois e apaixonado pelos meus filhos. 40 anos.” De repente até tinha mais algo  escrito, mas foram nesses pontos que me peguei. Apesar de ser apaixonada pelo sabor da carne, andava pensando bastante em mudar a minha alimentação (Vi matarem muitos frangos, porcos, vacas e até carneiros na fazenda dos meus pais e volta e meia tenho pesadelo com estas cenas). Eu havia experimentado brócolis, beterraba e cenoura, mas esses alimentos ainda não faziam parte do meu dia a dia. E, sendo mãe e divorciada, já pensava que um homem com filhos seria uma situação mais confortável, pq não haveria ceninha de ciúmes ou qqr outro incoveniente pelo qual já havia passado, afinal ele entenderia que a minha prioridade são os meus meninos e em contra partida, ele teria a minha admiração por pensar igual. Se não fosse o descritivo, eu não teria me interessado, pq ele colocou foto com as crianças dele e esse quesito era sempre responsável pelo meu Big Cross (X). Mas no meio do álbum, a imagem dele meditando sentado numa pedra, fez com que eu apertasse o 💚 na hora. Deu match no mesmo instante!

Aquela conversa inicial que costumava ser chata pra caramba, era leve. Os assuntos eram diversificados e ele parecia ser verdadeiro e não um moço de ego inflado e superficial, interessado só numa trepada. Eu tava longe de querer só uma transa. Se eu quisesse sexo, não precisava do Tinder, bastava o whatsapp com os contatinhos e amizades coloridas e num ‘oi, sumido!’ eu teria o que precisava. A verdade é que, apesar de ter tido uma ou duas decepções recentes, eu não estava mais me sentindo trancada pro amor. Os últimos 3 meses fiquei mais reclusa, prestando atenção em mim, me valorizando e curtindo a Carolina que tava ali.

É como se eu tivesse me preparando pro que viria pela frente…

Papo vai, papo vem, marcamos um encontro. Do dia marcado ao dia D, foram inúmeras mensagens no wpp, até que numa stalkeada básica, achei que ele era casado. Ele explicou que estava separado há poucos meses, mas aquilo me broxou. Eu não queria ter a sensação de ser a mulher do período “dando um tempo”. Dei uma segurada no coração, que tava tentando ultrapassar o limite de velocidade permitida, nas batidas do meu peito. Mas já tava complicada a minha situação… Confería o celular de 4 em 4 minutos pra ver se tinha mensagem dele e sempre tinha. E eram aquelas mensagens que me faziam planejar viagem de fim de semana no alto de uma montanha, noites intermináveis de olhos se revirando e casa cheia no Natal. Um perigo!

No dia do jantar, não consegui me concentrar no trabalho. Me pediam pra montar um pacote em Pequim e eu entregava um orçamento no Sul da Itália e na reunião com a rede Windsor, disse o quão fiel eu sou aos hoteis da Accor. Desastre total!

Quando o relógio bateu 18:30, fui varada pro restaurante combinado, em Ipanema. Eu já havia ido no Bazzar, mas na ocasião, pedi um cheeseburger. Dessa vez o cardápio era diferente… Ele tava sentado na mesa do lado de fora e quando me viu descer do carro, veio com seus 1,90 de altura, ao meu encontro. E eu, no alto de meus 1,57 me senti gigante. Ele me beijou e, de cara, largou um “eu te amo”. Como diriam meus filhos, buguei! Fiquei sem saber o que falar e preferi calar a boca num beijo.  Sentamos. Ele tava bebendo whisky e eu pedi uma água. Não conseguimos falar muita coisa, pq ficávamos nos olhando com cara de bobos. Parecia que queríamos decorar cada detalhe dos nossos rostos. Dessa vez o “eu te amo” saiu da minha boca. O garçom perguntou se ja sabíamos o que pedir. Sabíamos. Pedimos a conta. Fomos nos descobrindo no Uber mesmo e quando chegamos na casa dele eu já sabia que o motorista ía me dar uma ótima avaliação no aplicativo, depois das cenas quentes que ele presenciou através do retrovisor.

Eu nem preciso descrever como foi deliciosa a nossa noite. Tesão e doçura deram as mãos e senti prazer em partes do corpo que eu nem sabia que tinha.

Entre beijos e carinhos, conversamos muito. Eu já tinha certeza que ele entrou na minha vida pra ficar.

Três dias depois, ele atualizou o status de relacionamento no Facebook. Passou a ser meu namorado!  Em duas semanas eu conheci os filhos dele (e esse capítulo vai ganhar um postagem logo mais) e ele conheceu minha família. No início das férias de julho viajamos pra um resort no interior do Rio. Eu, ele, meus filhos e os dele. Um fim de semana daqueles que vai ficar  minha memória pra sempre e vai passar naquele filminho que (dizem) que a gente assiste antes de morrer. Sonhos engavetados como casar na praia e ter uma menina, vieram à tona e passo horas do meu dia vendo fotos de quartos de bebê.

Cheguei na casa dele na sexta e só fui embora na segunda. Entramos no coração um do outro no dia 30/03 e não temos previsão de partida.

Viva as Diferenças (e um coração apaixonado)

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Eu meço 1,57. Ele mede 1,90.

Ele já até saiu no jornal como sendo o gênio da Matemática. Se me perguntarem sobre trigonometria, vou dizer que já ouvi falar nessa pessoa, mas não lembro do rosto dela.

Sou canceriana, ou seja, melosa, dengosa, sonhadora, romântica, dramática, chorona, bipolar, carente, movida pelas emoções…. Ele é de ca-pri-cór-nio!

Roqueiro. O primeiro show que fomos foi de uma banda famosa australiana que eu nunca ouvi falar. Ok, pretendo levá-lo pra ouvir Fábio Jr.

Botafogo X Flamengo.

Ele adora jogar basquete no domingo de manhã. Eu vou pesquisar no YouTube algum tutorial “Faz como pra sair da cama no domingo de manhã, colocar tênis no pé e ir praticar esporte por aí?”

Nunca experimentei abacaxi, abacate, mamão, melancia ou caqui. O café da manhã dele é alguma fruta.

Ele medita, mas não é aquela meditação de fim de semana, não. ‘Meditador’ profissional, de frequentar retiros e ficar 15 dias sem falar uma palavra sequer. Meu nome é Carolina Ansiedade, muito prazer!

A Noviça Rebelde e Lisbela e o Prisioneiro são meus filmes favoritos da vida. Tudo com muito drama, lágrimas, com direito à trilha sonora romântica e beijos apaixonados no final . Ele me apresentou Star Wars. Eu não tinha ideia do que era um wookie até então.

Em comum? Dois filhos lindos de cada lado, a mesma cara de abobados que ficamos quando nos olhamos, baita vontade de estarmos cada vez mais perto um do outro e a absoluta certeza que é só o começo de uma linda história de amor.

#vivaasdiferencas

 Eu Mereço, Recomeço.

SN

A palavra do dia é: Recomeço.

É o ensinamento do quão importante é se renovar, mudar de opinião e maneira de agir, enxergar a necessidade de uma transformação. A busca da evolução pessoal.

As mudanças não precisam ser daquelas bruscas, mas, como diria os New Kids on the Block, “step by step” (ooooh, baby…). Tá precisando mudar a alimentação? Troque seu refrigerante por suco durante a semana e experimente dois dias sem carne vermelha.

Pare de se criticar quando algo da errado. A vida é assim… Te desafia. Algumas situações fogem do controle mesmo, mas ao invés de se pôr pra baixo, experimente rir de si mesma.

Aquela lista de projetos de fim de ano que vai te atormentar em Novembro, aproveite que ainda estamos em Abril e decida colocar, ao menos, um item em prática.

Às vezes a gente passa por tempestades nessa trajetória, mas o dia de hoje tá aí pra mostrar que é depois do sofrimento e entrega árdua, que um caminho mais florido vai surgir.

Disse que nunca mais vai beber? Não diga nunca, mas tente não beber hoje. Se teste por 24 horas. “Nunca mais” é perverso.

Viaje. Esta é uma ótima maneira de se libertar e recomeçar. Se não der pra esquiar nos Alpes suíços, reúna os amigos para um picnic em Paquetá. Leve as crianças​ pra tomar sorvete em Niterói. Descubra as cidades nos arredores. 

Não está feliz no trabalho? Ao invés de reclamar, procure outro emprego. Estamos vivendo um tempo conturbado, mas é preciso encarar que para ser produtiva, trabalhar feliz é essencial. 

O coração que havia virado pedra de gelo após a última decepção amorosa, ainda tem salvação. Gelo derrete. O amor é sublime, mas é preciso ser encarado de peito aberto, sem máscaras ou joguinhos. 

Mude, se achar que deve, mas respeite seu tempo. Não se compare com a pessoa ao lado, cada um faz acontecer do seu modo e na sua hora.

Aprenda com as cabeçadas do percurso.

Se trate bem!

Aos poucos, cada um renasce do seu jeito.

Você Viu Aquela Luz Laranja no Céu??

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Ultimamente a minha piração é ficar pesquisando no YouTube sobre aparições recentes de discos voadores. 

Peguei essa mania de um amigo e desde então, qualquer assunto sobre extra terrestres me interessa e eu me pego observando cada detalhe do céu.

De repente, lá no meu subconsciente, espero uma raça mais evoluída pra tomar conta da gente, meros terráqueos.

Como se os Abrahams(ou qualquer outra espécie alienígena), fosse nos ensinar o quão simples pode ser viver feliz e como eles se divertem observando as nossas trapalhadas e sentem dó ao ver o tanto de mal que fazemos. 

Acho que deve ter um local nessa Via Láctea, onde o amor impera. No topo da  hierarquia, quem governa é o ser que sabe viver bem e passa estes ensinamentos ao próximo. Um mundo em que a moeda de troca é o sorriso, onde conversando tudo se resolve e que não tem a necessidade de acordar às 6 da matina todo dia… É o corpo que decide a hora de despertar. Nesse lugar, é possível comer sem engordar, desde que se queime calorias depois (e sem aquela conta em que pra queimar um mísero brigadeiro, é necessário correr meia maratona. É uma conta justa. Para cada brigadeiro, 4 polichinelos ou um beijo na boca.). Um mundo com cheiro de tangerina, banho de água quente nas crateras do caminho e naves espaciais com parede solar(ao invés de teto solar), pra poder observar as estrelinhas em volta. Lá não tem cachorro abandonado, bala perdida, político corrupto ou “amiga” invejosa. Lá é clima natalino o ano todo!

Bem, de qualquer maneira, já sei que a Nasa esconde muita coisa, que em Setembro teremos uma grande revelação, e que de repente, o lado de lá não seja assim tão fofo como algodão doce, então o jeito é eu tratar de desvendar esse mundo perfeito, dentro de mim mesma (e tô no caminho).

2016… Adeus!

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2016 foi uma prova de sensações.

Me aventurei na África e constatei que minha felicidade é estar em casa. Voltei. Aprendi,aprendi,aprendi. Me arrependi também. Escolhi ficar sozinha pra poder me inteirar.
Provei beterraba, berinjela e brócolis. Não gostei de beterraba. Fiquei 3 meses no Rio sem emprego. Vendi brigadeiros em Santa Teresa, escrevi textos pra blogs/revistas de viagem e gastronomia e consegui pagar as contas. Comi muito. Mantive o peso. Pensei em virar vegetariana, senti o cheiro de churrasco e desisti. Beijei. Não dei as risadas de hábito. Pratiquei falar “não”. Não vi os filmes que tinha planejado e nem terminei o último livro. Conheci mais a fundo temas como astrologia, cinema, gastronomia, extra terrestres, fertilização de flores e reciclagem. Fui em camarins de shows, noites de estréia de peças e filmes, exposições e não tive vontade de publicar uma foto sequer. Tava ocupada com minha curiosidade.
Voltei a trabalhar na minha área, embora não quisesse mais.   Busquei me fortalecer emocionalmente. Vi quem são aqueles que sempre estarão comigo. Quebrei a cara por achar que seriam mais pessoas. Agradeci aos poucos e eternos. Senti falta dos que não se fizeram presente. Fui orgulhosa, não corri atrás e não gostei dessa atitude. Comecei um namoro e escolhi termina-lo. Às vezes vale mais continuarmos amigos que colocar um sentimento tão precioso em risco.
Conheci a música clássica e técnicas de respiração. Me encantei por arte com argila. Tô aprendendo a beber, mas tomei um porre e ninguém segurou meu cabelo pra eu vomitar. Chorei. Cortei o cabelo seguindo tutorial do YouTube. Me ferrei. Marquei de sair e não fui, mesmo querendo ir. Me arrependi. Vou ano que vem.
Esperei sem estar grávida. Vibrei em cada ultra. Conversei com uma barriga.
Muitos whatsapps diários pra Curitiba. Nada como os abraços ao vivo. O caçula já passou o meu tamanho. O mais velho já é homem. Filhos amigos. Minha mãe tá mais velha e vê-la bem virou minha meta de vida.

O calor do Rio fica mais insuportável a cada verão. Tenho planos pro caso de ser sorteada na Mega e um deles é ter ar-condicionados em cada canto da casa, inclusive na cozinha e nos banheiros.  Enquanto isso, vou continuar a preencher essa prova de múltipla escolha que virou a minha vida. Opto pela  letra A de amor próprio, ao próximo e aos detalhes cotidianos. Amadureci em alguns pontos mas em outras questões acho que não tenho jeito. Estou tentando encaixar ‘Feliz Ano Novo’ para ver se surgem fogos na tela do Facebook qdo eu postar isso.

Nesse ano, de erros e acertos, fiquei na média.
Em resumo… 2016 foi uma prova difícil, pedi ao Professor pra arredondar a nota e passei raspando.